01 maio 2009

ESTÁDIO OPERATÓRIO CONCRETO, SEGUNDO PIAGET

\"A construção da capacidade de reversibilidade do pensamento assinala o ingresso
nas operações concretas. A criança torna-se, então, capaz de realizar operações, ou seja, ações mentais, embora limitadas pelo mundo real. Várias modificações podem ser observadas nas condutas, por exemplo, o sujeito:

[...] torna-se capaz de cooperar, porque não confunde mais seu próprio ponto de
vista com o dos outros, dissociando-os mesmo para coordená-los. [...] As discussões
tornam-se possíveis, porque comportam compreensão a respeito dos pontos
de vista do adversário e procura de justificações ou provas para a afirmação própria.
As explicações mútuas entre crianças se desenvolvem no plano do pensamento
e não somente no da ação material (PIAGET, 1986, p.43).

Neste período, são construídas as operações lógicas de classificação e seriação, conservações físicas de substância, peso e volume e conservações espaciais de comprimento, área e volume espacial e conceito de número. Experiências mencionadas por Inhelder, Bovet e Sinclair (1977),especificamente, sobre essas estruturas operatórias, mostram que elas não dependem da aprendizagem stricto sensu, embora possam beneficiar-se de tais exercícios.”

O recorte acima eu retirei do texto da nossa aula 5, pensei ser interessante trazê-lo para este espaço, pois o mesmo se refere ao estádio operatório concreto e porque atualmente trabalho com 4ª série e penso que, grande parte dos meus alunos,estão nesse período, digo grande parte, pois sei que nem todos estão no período concreto pelo que já tenho observado, tenho uma aluna com idade cronológica para estar nesse período, porém, pelo que tenho observado em suas características, ela deve estar num período anterior.No início do ano fiquei muito preocupada com o rendimento da aluna, então solicitei a presença da mãe na escola e esta me colocou que a filha só quer saber de brincar, dizia ela: “ A Fernanda adora brincar e inventar historias” Percebi a angústia da mãe, então disse a ela que precisamos respeitar o tempo dela, que não adianta forçar se ela não está preparada para entender determinados assuntos. Agora lendo o texto me lembrei da Fernanda e da conversa com a mãe dela.


A respeito das idades, Piaget (1972, p.200) diz:
“Em determinada população podemos caracterizar os estádios por uma cronologia,
mas esta é extremamente variável; depende da experiência anterior dos indivíduos,
e não apenas de sua maturação; depende, principalmente, do meio social,
que pode acelerar ou retardar o aparecimento de um estádio, ou mesmo impedir”


Operatório concreto (7 aos 11 anos)
Neste estádio a criança deixa de confundir o real com a fantasia. É nesta altura que a criança adquire a capacidade de realizar operações. A criança começa a lidar com conceitos abstratos como os números e relacionamentos. Assim, este estádio é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos, isto porque, já possui uma organização mental integrada. Deste modo, Piaget já fala em operações de pensamento em vez de ações. Devido a estruturação do pensamento dá-se o desenvolvimento da linguagem, e deixa de existir monólogo passando ao diálogo interno.
É ainda nesta fase que a criança começa a dar grande valor ao grupo de pares, devido ao decréscimo do egocentrismo, adquirindo valores tais como a amizade, companheirismo, partilha, etc. Fato que ajuda a criança a, progressivamente, desenvolver capacidade de se colocar no ponto de vista do outro.
http://psicob.blogspot.com/2008/06/estdios-de-desenvolvimento.html”

No recorte acima podemos perceber uma das características bem marcantes em nossos alunos, entre idades de 7 a 12 anos, que é o grande valor aos pares, às amizades. Lendo este recorte entendo porque meus alunos chegam na segunda feira com mil assuntos para dividir com os amigos, pois essa questão dos pares é bem marcante nessa fase, ou seja, “menina com menina e menino com menino” . Teve um dia que pedi para eles se organizarem em 3 grupos, mas disse que poderiam escolher em que grupos queriam ficar, ai se formou 2 grupos só de meninos e um grupo só de meninas. No momento não fiz essa relação, mas agora com a leitura percebi que Piaget explica .

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09 abril 2009

MAPAS CONCEITUAIS E EPISTEMOLOGIA GENÉTICA

A posição epistemológica de Gean Piaget estabelece que o desenvolvimento das estruturas lógico-matemáticas no sujeito está relacionada à aprendizagem de maneira geral ou, especificamente, à aprendizagem de conceitos. Ao contrário de outras posições epistemológicas, a vinculação entre desenvolvimento e aprendizagem não implica um processo linear de elaboração do conhecimento e sim uma construção conjunta: o desenvolvimento das estruturas lógicas ocorre como condição necessária às aprendizagens e ele se dá em virtude das experiências materiais – na ação direta no mundo físico sobre os objetos – ou virtuais – ações ou coordenações no pensamento – do sujeito (Piaget, 1970/1990).Sua Epistemologia Genética coloca em evidência a atividade do sujeito como condição necessária à aquisição de novos conhecimentos. Para ele, o conhecimento “resultaria de interações que se produzem a meio caminho entre o sujeito e o objeto, e que dependem, portanto, dos dois ao mesmo tempo, mas em virtude de uma indiferenciação completa e não de trocas entre formas distintas” (Piaget, 1970/1990, p.8).Há, portanto, no decorrer do desenvolvimento cognitivo, uma elaboração solidária tanto da consciência do sujeito sobre si mesmo quanto da distinção de um objeto como tal.

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08 abril 2009

AULA PRESENCIAL DE PSICOLOGIA

Revendo teorias estudadas no eixo II, foi a base da nossa presencial de Psicologia de hoje, 08/04, isso se torna bastante proveitoso, pois quando revemos o que já estudamos temos a chance de nos apropriar melhor do assunto.Acredito que a revisão de hoje me ajudará a entender melhor os próximos trabalhos que realizaremos durante o VI semestre na interdisciplina de Psicologia.Percebo que hoje, com maior caminho já percorrido com relação a todas as interdisciplinas estudadas no pead, conseguirei me apropriar mais da novas teorias e melhor relacioná-las com a minha prática pedagógica e isso terá reflexos positivos na qualidade do meu trabalho de educadora.

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